30/12/12

intento comum


190cm x 140 cm
acrílico sobre tela. 

23/06/12

"diálogo com o invisível #1"








21,3cmx 23,7 cm. ecoline e acrílico sobre papel

desenho para exposição colectiva na galeria TRES, em Nantes, França

17/04/12

gravuras "O astrólogo que se deixou cair no poço - e como de lá saiu".



 "A insolvência de ser eu, não mais eu."






 "Do poço e Reflectido".





"O astrólogo julgando o desconhecido."


gravuras em chapa de alumínio. Água-forte e aguatinta, folha de açúcar. Tinta ecológica. papel creme rosaspina

03/03/12

o astrólogo que se deixou cair num poço - e como de lá saiu

Segundo Esopo, o astrólogo em questão coloca-se como um ser desprovido de atenção para as situações mundanas, preferindo voltar-se desdenhosamente para as estrelas, furtando-se a confrontos terrenos. Contudo, a sua queda dentro dum poço, durante a divagação nocturna com o telescópio no olho, como ocasião de Espanto que tudo altera e transforma, reveste o astrólogo de uma outra índole humana. Após mergulhado num infinito líquido negro e espesso, onde lançado nos confins de tal espaço se entrega à providência, é então que ressurge na tona da água, invertendo e pescando o Celeste para a Terra, adquirido assim o conhecimento da ilusão da divisão. Não mais a estrela distante o seduz, dado que em si contém todas as estrelas do universo.

De garfo na mira

Nestas pinturas indaga-se a dimensão que abarca alguns meandros nos quais os caçadores apresentados se movimentam. Celebram, assim, um dos espaços que ultimamente têm perturbado e instigado curiosidade na autora.  Quanto aos personagens, leia-se o seguinte: De olhos postos na delicada aproximação ou na fatal magia da pólvora, é o gosto pelo bravo que perseguem. No longo curso da domesticação pelo cão se ficaram, pela mansa ovelha sentiram comiseração, pelo doce capão azia. É o plano de pretensa igualdade que os motiva, a intenção glutona de usufruir do paladar da liberdade perdida. Desfasados, como todos, sem penas, com molho, num mundo cada vez mais pequeno e acossado.

a fonte inquinada

               Alude-se a uma mundivisão comummente aceite, atendendo à moral nas fábulas de La Fontaine. A observação conduz, contudo, a uma depreciação dessa mesma mundivisão, tida como deveras maniqueísta, demarcando as fronteiras entre o bem e o mal. Parte-se da fábula como veículo de transmissão de conhecimento, que destrinça o menos virtuoso dos modos humanos. De Esopo a Fedro, até La Fontaine, desenha-se uma linha de pensamento elaborado no Ocidente. Dessa fonte têm vindo a beber os de tenra idade, extraindo alguma lição moral. A questão a considerar prende-se com o fracasso, nesta organização social, do objectivo de impedir o  desenvolvimento de “raposas” e “lobos” no seu seio, onde perniciosamente o matreiro é o bom da fita. O olhar prescrutador e desinteressado poderá observar-se e aos restantes como susceptíveis de metamorfose, incorporando as particularidades que os animais das fábulas tão bem exprimem.


24/02/12

O astrólogo que se deixou cair no poço - e como de lá saiu




70 cm x 100 cm acrílico sobre papel. Fevereiro 2012



exposição na loja/galeria/atelier Objectos Misturados (Viana do Castelo)